terça-feira, 18 de janeiro de 2011

CONSIDERAÇÕES SOBRE ELIAS - II

Afinal, quem é Elias?
Seu nome: A palavra hebraica para "Deus" no Antigo Testamento é ELOHIM, usada em alguns momentos na forma abreviada de EL. A palavra JAH, é o termo usado para "Jeová". Assim, No nome de Elias - ELIJAH, encontramos a palavra usada por"Deus". Entre elas existe um pequeno "i", que em hebraico é uma referência ao pronome pessoal "meu. Colocando as palavras juntas descobrimos que o significado do nome Elias é "Meu Deus é Jeová" ou o Senhor é o meu Deus.
Quando Elias entrou na terra dominada por Baal e Jezabel, seu nome já fez sua apresentação: "Eu tenho um Deus. Seu nome é Jeová. Ele é o único a quem sirvo e diante de quem me prostro." Mostrou atitude. Mostrou coragem. Sua convicção não deixou dúvidas: "Minha credencial comprova minha fé no Altíssimo."
Sua terra: Como vimos na primeira parte, ele era de Tisbe, que ficava em Gileade, no norte da transjordânia, isto é, ao leste do rio Jordão.
Gileade era um lugar solitário e de vida ao ar livre. Elias era rude como os demais da sua terra. Parece que personagens com este estilo são os preferidos de Deus.
"Procurei um homem... " (Ez. 22:30).
Deus procura pessoas especiais para tarefas especiais em tempos difíceis. Não poderia ser um homem diferente. Ele teria que ser "durão". Alguém com coragem para dizer: "Está errado".
Há um tempo que é preciso sair dos holofotes. Esconder-se. "Vá viver no riacho". (I Reis 17:3).
Quando o Senhor nos diz: Esconda-se", Ele tem dois propósitos: Proteção e treinamento. Mas como sobreviver? "Beba água do córrego e coma o que o que os corvos lhe trouxerem". O profeta precisa de mais treinamento secreto e de disciplina. Deus sabe como fazer isso.
Quando confessamos nossos pecados, com o perdão alcançamos a extinção da nossa dívida. O tratamento de Deus é indispensável e necessário ao homem. Infeliz é quem acha que nunca precisa ser tratato ou acha que o perdão de Deus é sempre pela metade.
Há experiência no campo de treinamento que é difícil esquecer...uma carreira magnífica. Um ministério em ascensão..., mas o reacho seca.
Riachos secos não cancelam de modo algum o plano providencial de Deus. Quando o riacho seca, pensamos que Deus se esqueceu de nós. Que Ele nos deixou sozinhos jogados às traças.
Deus nunca desiste do seu regime de treinamento. Ele corta nosso cabelo, tira nosso conforto e nosso estilo de vida. Muda nosso círculo de amigos e nos deixa sozinhos por algum tempo.
Pagar o preço sem participar de esquemas de mentiras e jogo de interesse com medo de sair dos holofotes ou de perder os privilégios, faz a pessoa andar de cabeça erguida.
Quando Deus nos ama, Ele nos coloca na caverna o tempo necessário para a cura.
Depois do riacho. Depois da caverna. Depois do treinamento, Deus renova seu chamado: "Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo."

Pr. Estível Ramos

CONSIDERAÇÕES SOBRE ELIAS - I

Elias, o tesbita (I Reis 17:1) era de Tisbe que ficava na região de Gileade. A localização desta cidade é desconhecida.
Elias veio do meio do nada.
Por uns 100 anos, os israelitas tinham vivido sob o reinado de 3 reis: Saul, Davi e Salomão. Foram grandes homens, mas nenhum deles escapou do pecado e do fracasso.
No final do reinado de Salomão, teve início uma guerra civil e como resultado houve a divisão no reino ficando desta forma: Reino do norte, Israel. Reino do sul, Judá. Estes 2 reinos cairam diante dos invasores e os judeus foram levados cativos.
Do início da divisão até o cativeiro de Israel, um período de 19 anos, o reino do norte teve 19 monarcas, todos ímpios. Os 19 líderes "fazendo o que era mau perante o Senhor".
Esse clima prevaleceu até a invasão dos assírios, em 722 a.C.
O reino do Sul (Judá), esteve sob a liderança de 17 governantes durante um período de 300 anos. Os 8 governantes "fizeram o que era reto perante o Senhor", mas 9 foram ímpios. O reino do sul foi destruído junto com Jerusalém em 586 a. C. e o povo levado cativo por 70 anos em Babilônia.
O reino do sul foi reavivado quando Neemias, Esdras e Zorobale voltaram do exílio. Reconstruíram o templo e restauraram a adoração ao único Deus verdadeiro.
Ser PROFETA, não era um chamado fácil. A maioria dos governantes queria distancia dos mensageiros ingidos de Deus desprezando seus avisos...hoje não é diferente. As pessoas querem ouvir somente o que é bom e o que eleva o ego.
Jeroboão, o primeiro rei do reino do norte, foi o responsável pelo surgimento da idolatria entre o povo de Israel ( I Reis 13:33). Lugares altos = altares pagãos. Ele governou por 22 anos como um homem enganador e assassino.
Nadabe, reinou sobre o reino do norte. Andou no caminho do seu pai, Jeroboão e fez o que era mau perante o Senhor. ( I Reis 15:26).
Nadabe ficou 2 anos no reinado antes de ser assassinado por seu sucessor.
Que tipo de monarca foi Baasa? Matou toda a descendência de Jeroboão ( I Reis 15: 29-30).
Baasa foi um dos piores reis de Israel. Governou por 24 anos.
Quando a política, o jogo de interesse sobem ao trono, Deus se afasta e fica de longe obesrvndo, mesmo que tudo seja feito em nome d'Ele.
"Então o povo de Israel se dividiu em dois partidos. Metade seguia Tibni e outra metade seguia Onri." Onri conseguiu ser pior que todos os reis que foram antes dele (I Reis 16: 21-22).
Pensou que terminou? Não! Chega a vez de Acabe!
Assassinatos, conspirações e maldades. Intriga e imoralidade. Traição e engano. Ódio e idolatria. Tudo isso prevaleceu por 6 escuras décadas. Para completar a tragédia, se casou com Jezabel.
Vale destacar que no reinado de Acabe, quem mandava era Jezabel. Ela era o poder por trás do trono. A administração de Acabe era um governo de saia.
O pai de Jezabel, Etbaal, era de Sidom. Ele era rei dos sidônios. A adoração a Baal, que teve início com os cananeus, existia há tempos naquela parte do mundo.
Jezabel trouxe na bagagem sua herança religiosa. A adoração idólatra a Baal.
Baal era adorado como Deus da chuva e da fertilidade, aquele que controlava as estações do ano, as colheitas e a terra.
F.B Meyer diz que Jezabel exibia todas as marcas das possessão demoníaca. Ela era realmente enviada de Satanás.
Satanás trabalha muito bem em algumas áreas: No casamento, no meio dos irmãos e nas entranhas do poder - seja ele humano ou eclesiástico (I Reis 16: 32-33).
Neste conturbado ambiente, chega Elias.